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Um crescimento de 7% ao ano na população de baleias-jubarte é o principal resultado de oito anos de monitoramento do mamífero feito pelo Instituto Baleia-Jubarte (IBJ), que atua no Banco dos Abrolhos, localizado na costa litorânea do sul da Bahia, a principal zona de reprodução e acasalamento.
Cerca de nove mil baleias-jubarte é a população estimada do mamífero na costa brasileira hoje. Elas podem ser vistas em todo o litoral, sendo que se concentram mais entre a costa dos estados do Espírito Santo e da Bahia, onde o Banco de Abrolhos é o principal local onde elas podem ser vistas durante os meses de julho a novembro, época de reprodução e acasalamento.
A caça às jubarte no Brasil é proibida desde 1986, sendo que nos outros continentes isso ocorreu 20 anos antes. Durante uma monitoração na semana passada, o IBJ catalogou 12 indivíduos de sete grupos. O trabalho é financiado pela Petrobras. É R$ 1,5 milhão ao ano, num contrato de três anos que pode ser renovado.
Com uma balestra - espécie de arpão cuja flecha possui um bico que serve para coletar gordura da baleia -, são adquiridas as amostras com as quais, informa a veterinária Kátia Groch, se faz uma biópsia e se analisam a genética, os contaminantes e patologia.
Riscos - No Banco de Abrolhos, a presença de uma barcaça traz o risco de atropelo de baleias. Desde 2002, a empresa Veracel Celulose S.A., que é a dona dos eucaliptos transportados na embarcação, contrata o IBJ para realizar monitoramento anual. Esse estudo faz parte da condicionante de operação do porto, determinada pelo Ibama.
Até o momento, informa o biólogo Leonardo Wedekin, não foi confirmado atropelo pela barcaça. "Já encontramos baleias com vários sinais de atropelo por embarcação de grande porte, mas não podemos confirmar o tipo. Já vimos só a cabeça de uma baleia chegar à praia".
Com informações Jornal A Tarde
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