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Os Proteus anguinus, anfíbios cegos que vive em cavernas, podem viver, pelo menos, tanto quanto a maioria dos humanos. Os adultos desta espécie vivem cerca de 69 anos, com idade máxima prevista de mais de 100 anos, é o que aponta um estudo publicado em julho na Biology Letter.
Surpreendentemente, o anfíbio não parece ter um metabolismo baixo, ou qualquer nível de proteção incomum que explique por que vive tanto tempo. A explicação está no modo de vida.
A espécie Proteus anguinus vive nas cavernas do sul da Europa. O anfíbio é por vezes conhecido como "peixe humano": peixe porque vive toda a sua vida na água, e humano porque sua pele rosada se assemelha a das pessoas.
O proteus tem olhos atrofiados e praticamente nenhum pigmento da pele, ambas as adaptações originadas de sua existência longe da luz. Ele tinge a maturidade sexual com 15,6 anos e põe, em média, 35 ovos a cada 12,5 anos.
Zoólogos ficaram intrigados com o proteus durante séculos por causa de sua longevidade, já que muitas vezes vive mais de 70 anos em jardins zoológicos. A longevidade é particularmente invulgar devido ao seu tamanho minúsculo: 25 a 30 cm de comprimento, pesando apenas de 15 a 20 gramas.
Pequenas criaturas muitas vezes não vivem tanto quanto grandes animais. Os investigadores suspeitam que possa ser devido ao alto metabolismo em pequenos organismos que geralmente causam uma vida menor.
Embora o proteus não tenha uma taxa metabólica muito baixa, ele é extremamente inativo durante a sua vida. Não tem predadores nas cavernas, por isso não é "estressado".
Só precisa se mover às vezes para se alimentar, e se reproduz uma vez a cada 12 anos. De acordo com os cientistas, este anfíbio pode ser útil para descobrir meios que ajudem a manter os seres humanos jovens. Ela pode representar um novo organismo para entender o envelhecimento. Os investigadores querem analisar novamente os genes comumente associados com o aumento da expectativa de vida para tentar detectar algo novo.
Um tópico a ser investigado são as mitocôndrias da espécie, estas são responsáveis por gerar a energia para impulsionar as células, mas a massa de tecido que seria necessário extrair mataria as criaturas e os pesquisadores ainda estão pensando em formas alternatinas para estudá-las.
Com informações LiveScience 20/07/2010
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